
A 20 de Janeiro celebra-se o dia de S. Sebastião (256-286) que " (...) nasceu na Narbona, na Gália, e foi centurião romano. Denunciado por ter exortado dois amigos a permanecerem fiéis à fé cristã, durante uma perseguição no tempo de Diocleciano, foi preso e condenado a servir de alvo aos arqueiros do exército. Crivado de flechas e dado como morto, foi levado a enterrar por Sta. Irene. Apercebendo-se, porém, que ainda estava vivo, recuperou-o, cuidando-lhe dos múltiplos ferimentos. Sarado, voltou Sebastião a apresentar-se ao Imperador. Foi de novo martirizado , morto e sepultado nas catacumbas. É representado amarrado a um tronco de árvore, sofrendo o martírio das flechas. Umas vezes com barbas, outras de cara rapada, juvenil. Também aparece vestido de caçador com os seus atributos - arco e flechas."
in TAVARES,Jorge Campos, Dicionário de Santos, pp. 130
Certo é que no século VII, em seiscentos e oitenta, as suas relíquias foram solenemente transportadas para uma basílica mandada construir por Constantino. Nesta época, uma terrível peste assolava Roma, conduzindo à morte várias pessoas. Diz a convicção popular que a epidemia desapareceu a partir do momento em que foram trasladados os restos mortais do Santo Mártir, que passou, então, a ser venerado como o padroeiro contra a peste, a fome e a guerra. Também em Milão, em mil quinhentos e setenta e cinco, e em Lisboa, em mil quinhentos e noventa e nove, ocorreram epidemias que, alegadamente, foram exterminadas após várias procissões e outros actos públicos, em que se suplicava a intercessão espiritual de São Sebastião.
Dom Sebastião foi, aliás, baptizado com o seu nome, em mil quinhentos e cinquenta e quatro, por ter nascido em vinte de Janeiro, dia em que assinala a morte do mártir, “a quem o povo português era muito obrigado por devoção por Deus haver levantado a cruel e frequente peste destes Reinos, com a vinda do seu braço.”
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