Segundo Lúcio de Azevedo, o sebastianismo "Nascido da dor, nutrindo-se da esperança, ele é na história o que é na poesia a saudade, uma feição inseparável da alma portuguesa."
Oliveira Martins, na sua História de Portugal (1879) afirma que "A alma lusitana, ingénua na sua candidez - tombado agora por terra o edifício imperial, desconjuntado e condenado o sistema de ideias patrióticas que desde o século XVI tinham dado vida à nação -, rebentava em soluços, buscando no seio da natureza, onde se acolhia, uma salvação que não podia esperar mais das ideias, dos sistemas, dos heróis, nem dos reis em quem tinha confiado por dois séculos. A obra temerária dos homens caía por terra; e o povo, abandonado e perdido, abraçava-se à natureza, fazendo do lendário D. Sebastião um génio, um espírito - e da própria história um mito."
Por seu lado, António Sérgio pensava que "o messianismo terá vida (ou poderá tê-la) enquanto se impuser a este povo, a contrapor à sua fictícia e tão efémera grandeza, o espectáculo persistente da sua lúgubre decadência."
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